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XoteNosso – FalaSong

“Fala pouco não precisa repetir…”
 
 
 
 
For all dançarem com a gente.
 
Fala Song por XoteNosso.
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Meiga e Abusada – Cover por XoteNosso

Mc Anitta é lembrada pelo Xotenosso.

Não me belisque – Renato Miguel

Cheguei atrasado ao salão redondo, cruzei as cortinas e olhei em volta. As cadeiras estavam quase todas tomadas, mas a maioria ainda estava de pé. Conversavam, alguns aos berros. Gesticulavam efusivamente e apontavam os dedos uns aos outros. Dois moleques ao meu lado travavam frenética discussão a respeito da cor da parede. O primeiro dizia que era verde-azulada, enquanto o segundo afirmava que era azul-esverdeada. Um terceiro surgiu gritando que na verdade era marrom e cinza. Não cheguei a ver de onde partiu o primeiro soco, mas aconteceu bem no meio do salão. Em poucos segundos havia braços e pernas voando em todas as direções. Cadeiras também eram atiradas a esmo e juro que vi uma garrafa de uísque se quebrando na nuca de alguém. Achei graça, não podia ser real. Olhei pro lado e disse à baixinha de camisa xadrez que usava o cabelo preso num coque: “Ei, me belisque”. Em vez disso ela deu com a mão na minha cara; a outra foi bem nas minhas costelas – e pode ser que uma tenha se partido, porque ouvi aquele barulho que se faz quando se pisa em lenha seca. Todo o meu ar, de repente, sumiu dos pulmões, e acabei apoiando meu peso num sujeito mais próximo. Devo tê-lo desagradado, porque fui atingido em cheio por um caderno no meio do nariz. Cambaleei meia volta para o lado, a tempo de ver um garoto magrelo ser arremessado por cima das cadeiras; provavelmente mereceu, pois havia comprado um violão no mercado livre, rabiscado um samba num guardanapo e decidido que era Noel Rosa. Agora, depois de ter apanhado com um cano de ferro um pouco abaixo do queixo, realmente ficara algo parecido com o ídolo.

Acordei num lugar que achei ser um hospital, a julgar pelas pessoas de branco em volta. Andavam rápido para cá e para lá enquanto usavam toucas e máscaras brancas. Falaram algo sobre uma costela ter perfurado um pulmão. A palavra hemorragia também foi citada em algum momento. Não liguei para nada disso. Sentia sono. Dormi novamente.

Agora eu estava em pé num gramado. Um grupo de pessoas vestidas de preto estava logo à minha frente. A maioria chorava bastante. Alguns se abraçavam. Cheguei mais perto e vi que circulavam um buraco retangular cavado no chão. Por ali havia um cavalete que ostentava uma imagem grande. Era a foto de alguém. Apertei os olhos e… Aquela foto era minha! Mas que diabos era aquilo? Era o meu velório, só pude concluir. E ali estava eu. Um fantasma, quem diria! E tudo por conta de uma bagunça que eu nem mesmo causei. Peguei-me pensando sobre o motivo daquilo tudo. Logo passei, é claro, a questionar a justiça e o sentido da vida. Mas nada disso durou, pois apenas um pensamento me tomava a mente: não conseguia parar de pensar na cor daquela parede.

Fim.

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Protegido: Meiga e Abusada (censurada) – Cover Anitta – Xotenosso

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Nunca sei o que dizer – Renato Miguel

Eu nunca sei o que dizer. Eu estou ali. Ela está na minha frente, com a cabeça baixa debruçada sobre um livro. Uma mecha dos cabelos lisos cai preguiçosamente sobre a orelha. Ela mordisca, distraída, a extremidade achatada de um lápis. Ela nunca usa o lápis pra rabiscar o livro. Diz que não quer machucar as páginas. Quero dizer algo, mas ela não me dá atenção, por isso fico quieto. Pergunto-me se diria o que ando pensando caso ela me olhasse atentamente. Decido que não; com certeza não. Permaneço em silêncio, fingindo concentrar-me na minha própria leitura. O clima frio é uma bela desculpa pra que eu me levante. Vou à cozinha e tomo um gole de café. Vou ao quarto e jogo um casaco velho por cima dos ombros. Verifico e apago alguns e-mails. Ela continua ali, com o lápis na boca, o livro aberto e os óculos meio baixos sobre o nariz. As pernas estão esticadas sobre um colchão jogado no chão, uma cruzada sobre a outra, como dedos que fingem guardar um segredo. O meu próprio segredo continua bem fechado atrás dos dentes. Quero dizê-lo, mas ela não me dá atenção. Mas a verdade é que o que me falta não vem dela, mas de mim. Falta-me bravura. Ou talvez sobre bom senso. Essa é a eterna estrada bifurcada. O caminho do bom senso é geralmente mais seguro, confortável. Talvez apeteça mais aos covardes, alguém diria, não sem certa razão. No fim, hoje é um dia típico, seguindo conforme a cartilha de uma rotina inabalável; outro dia de silêncio. Ainda digo, ou melhor, tento dizer algo. As palavras saem claudicantes e morrem pouco depois de cruzar os lábios. Ela pergunta “O que é?”. Suspiro e respondo: “Nada. Só que hoje faz muito frio”. Encerro a conversa com um sorriso ligeiro e um tímido baixar de olhos. Mais um dia frio. Como tantos outros antes desse. Nada mudou.

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Proposta: o “OU” no lugar do “E” para a iniciativa popular de Macaé legislar e fiscalizar

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Treino dum exemplo – Piano da vovó

123 i… não i não.

Não quer dizer que o não não pode educar ou tentar educar.

O exemplo contagia. O exemplo pode clarear. O exemplo é foda.

Desde que ele seja um exemplo de um valor de uma areia do mar tentada a boa (e por que não bela?).

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Aceitação ou Masoquismo? – Eduardo Lima

Carregar na cabeça

Às vezes me pego pensando e quase sempre chego na mesma conclusão, acho que todos nós temos uma tendência ao masoquismo. Queremos bem a quem não nos deseja nada, corremos atrás de quem não daria um passo por nós e choramos por quem não deixa de dar um sorriso de canto de boca pra gente.

Com o tempo, não devemos mudar nosso comportamento! Embora mudança seja a lei da vida, assim como na selva apenas os mais fortes sobrevivem, no mundo real só quem consegue se adaptar consegue realmente ser feliz. Sem perder a essência.

Temos que entender que aquela pessoa que caga pra nós, não necessariamente é o amor da nossa vida. Que quem muda de ideia da noite pro dia, sob o pretexto de “mudança” ou qualquer outro motivo vazio, também pode não saber se ama ou não. Enfim, a quem está com esse tipo de pessoa só cabe a ACEITAÇÃO ou o MASOQUISMO.

Mas, o melhor entre TUDO isso é que temos um poder que nunca poderá ser tirado:

– o PODER DE ESCOLHA!

Portanto, faça suas escolhas com sabedoria, não coloque sua felicidade na mão de um outrem, aprenda a se fazer companhia, a sempre ser o seu melhor amigo e o mais importante:

– goste de você em primeiro lugar, ai sim estará pronto pra fazer uma outra pessoa feliz e consequentemente completar a sua felicidade!

‘’E lembre-se sempre, Deus nos deu o direito de eternizar em nós o que vale a pena guardar para sempre, e esquecer completamente o que não valeu a pena.’’ Autor desconhecido.

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A Lição da Carpintaria – Autor desconhecido

Ver além o bem

Ver além o bem dos outros

Conta-se que certa vez uma estranha assembleia teve lugar em uma carpintaria.
 
Foi uma reunião das ferramentas para tirar as suas diferenças.
 
O MARTELO assumiu a presidência da reunião, com arrogância. Entretanto, logo foi exigido que ele renunciasse. O motivo? É que ele fazia ruído demais. Passava o tempo todo golpeando, batendo. Não havia quem agüentasse.
 
O martelo aceitou a sua culpa, mas exigiu que também fosse retirado da assembléia O PARAFUSO. É que ele precisava dar muitas voltas para servir para alguma coisa. Com isso, se perdia tempo precioso.
 
O parafuso aceitou se retirar, desde que A LIXA igualmente fosse expulsa. Era muito áspera em seu tratamento. E, além do mais, vivia tendo atritos com os demais. A lixa se levantou e apontou os defeitos DO METRO.
 
Ele igualmente deveria sair do local, porque sempre ficava medindo os demais conforme a sua medida. Por acaso, ele estava achando que era o único perfeito?
 
Enquanto assim discutiam, entrou O CARPINTEIRO.
 
Colocou o avental e iniciou, feliz, o seu trabalho. Tomou a madeira e usou o martelo, o parafuso, a lixa e o metro. Depois de algumas horas, a madeira grossa e rude do início tinha se transformado em um lindo móvel. Ele contemplou a sua obra, elogiou e saiu da carpintaria.
 
Bastou fechar a porta, para as ferramentas retomarem a discussão. Contudo, O SERROTE com calma falou:
 
Senhores, foi demonstrado que todos temos defeitos. Mas também pudemos observar, nas últimas horas, que todos temos QUALIDADES. Foi exatamente com as nossas qualidades que o carpinteiro trabalhou e conseguiu criar uma obra de arte, um móvel muito bem acabado.
 
Então, todos concordaram que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para afinar e limar a aspereza. O metro era preciso, exato em suas medidas. Sentiram-se como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram-se felizes com seus pontos fortes e por trabalharem juntos.
 
A mesma coisa acontece com os seres humanos. Quando as pessoas buscam pequenos defeitos nos demais, a situação se mostra negativa e tensa.
 
Ao buscar perceber os pontos positivos dos outros, é quando florescem os melhores lucros para as relações dos seres humanos.
 
Encontrar qualidades é, portanto, uma tarefa a que nos devemos dedicar, pois ela é capaz de inspirar todos os êxitos humanos.
 
Se você está disposto a ser uma pessoa produtiva no bem, otimista, criadora, comece a cultivar a sua capacidade de descobrir as virtudes nas pessoas.
 
Comece dentro do SEU LAR. Observe quantas qualidades positivas tem seu irmão, sua esposa, seu marido, sua sogra. Com certeza você se surpreenderá. Depois, aumente a sua pesquisa e olhe para o seu vizinho, o colega de trabalho, as pessoas que lhe servem todos os dias: o motorista de ônibus, o cobrador, a moça do caixa do supermercado, a atendente da farmácia.
 
Ao fim do dia, você terá descoberto que esse imenso mundo de Deus está repleto de pessoas boas, de qualidades preciosas, prestativas e amigas.
 
E você terá se enriquecido de P-A-Z.
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O pôr (do) tunismo – Máscarado

Não precisa ir na Tunísia para perceber a cara dessa gente.
Basta olhar na conduta e na forma de ganhar a vida.
O sol vai se pôr e os homens vão permanecer corrompidos.
No partido, na igreja, na praça, no trabalho, na selva urbana.
 
Tá, mas se eles vão continuar assim como muldar a cultura?
No cotidiano, na desenvoltura, na postura e principalmente,
na conduta, que não mente, quando confrontados de frente.
 
Ora, é vasculhando o lixo que descobrimos como
joga-se fora brilhantes e valoriza-se papel-moeda.
 
 
É olhando na estatégia de ganhar reconhecimento
que vemos como o ser humano vai agir, quando
comprando consegue aquele lugar de triunfo.
 
Se eu “pélo saco” aqui para burlar o mérito,
como eu vou conseguir ser emérito?
 
Se eu não me interesso por nada além de maquiagem,
como vou cobrar que os que me comandam usem verdade?
 
Se eu só quero comprar as coisas como evitar
que os outros me comprem em moedas?
 
Não trago respostas, apenas mostro
o pôr do sol do tunismo.
 
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Glamour Tropical – Cover Natiruts em RF

Glamour Tropical
 
 

Natiruts numa versão da Reposição Federal – N. Pontes
 
Quero estar a todo instante
Em teu calor contagiante
Pé na areia, água-viva
Esse mar é energia
Coração fica gigante
Paisagem estonteante
Cheiro de flor, alegria
Mil sorrisos, pura vida
Pensamentos tão distantes
Lindos olhos de brilhante
Colorida luz do dia
Seja como for, seja aonde for
É tanta paz que dá vontade de cantar
É tanto amor que dá vontade de voar
É isso tudo que devemos preservar
Por favor faça agora, não é tempo de esperar…
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
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Faz frio nessa geladeira – Thiago Amério

Placa da "mentira"

Placa da “mentira”

Está frio. Faz tempo que as coisas não andam tão quentes. E o clima não tem haver com a falsidade. Mentira sempre existiu. Muitos pensam que enganam, mas, nada pode ir contra a consciência de querer fazer o certo, o ético, o caminho mais difícil e por vezes, mais suscetível aos oportunistas, vingativos e ciumentos.
 
Nem toda casa promove o encontro da placa figurativa permeada de mentiras. Nem todo advogado defende a imoralidade. Nem todo caçador conta história. Nem todo pescador pesca peixes imaginários e irreais. Nem todo político é corrupto. Nem mesmo num momento em que todos colocam a farinha no mesmo saco. Coisa de momento dá e passa. Cultura fica.
 
Aliás, a maioria não é mentirosa. A maioria é suada e verdadeira. Mas o mal se une… porque é mais fácil e tentador para dominar os com boas intenções e ações. Mas o mal quer seguidores e fazem tudo pra isso.
 
O bem é quieto, até demais. O bem se esconde e, por pouco, se segrega. O bem é covarde.
 
Mas qual o motivo de existir o mal? Para testar nossa boa vontade e nossa fé (de que vai dar certo). Seria muito fácil não “nadar contra a corrente”… qual dificuldade teríamos? Como valorizaríamos nossa vitória? Agora, de boa intenção o inferno está cheio. Adianta só ter vontade? Adiantar o que e para quem?
 
Os frutos falam pela árvore.
 
– “Eu estou cansado dessa eterna falta do que falar” como diria Cazuza e complemento, de só falar e em nada fazer para ajudar, exceto, quando, sem conhecer (e muito menos ajudar), criticamos o outro.

Tragédia – Renato Miguel

E é  assim que tudo começa. Um “bom dia” ou “boa tarde” no corredor em um dia comum. Um olhar furtivo, encontrado, descuidado, em uma mesa repleta de pares de olhos perdidos. Um fugaz sorriso e um roçar de dedos que lhe tomam brevemente o comando sobre as pernas. A brisa doce que vem do movimento dos cabelos que passam por você vagarosamente. E de repente você tem lembranças em uma manhã nublada, que te faz acordado ainda com o gosto dos lábios que passaram a lhe sorrir de outra forma, reluzentes; lembranças de um aroma que dormiu na ponta dos dedos, na gola da camisa e nas mangas do casaco, um perfume conhecido que agora assoma em outros contornos na sua mente, que lutou tanto pra encontrar a paz. E agora tudo começa outra vez. Você acorda entregue àquela derrota, superada em outras guerras à custa de muito sangue. Uma tragédia, sem dúvida uma tragédia. E do pior tipo. Pois o pior tipo de tragédia é aquela que te faz sorrir.

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Promessas contra a pura vaidade – Cover por T. Amério

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R.F. na última oração – Banda mais bonita da cidade

MEU AMOR… ESSA É A ÚLTIMA ORAÇÃO. QUE DEUS PROTEJA A CIDADE DO PETRÓLEO.  TUDO PELA PAZ E PELO AMOR. EM PAZ, PACIFICAMENTE. O BEM NÃO PERMITIRÁ A INFILTRAÇÃO DO MAL, nem a sútil nem a escancarada.