Entrei no reino da princesa – Thiago Amério
Na sexta de festival, continuo, em poesia,
às 22:22, trago
a resposta do príncipe já profetizada
Princesa, real, é donzela leal.
Entrei de cabeça pela cabeça da princesa do reino, a questão é que nessa cabeçada não fiz o gol, esqueci da minha e quase parei na estrada. A fome que me saciava por sua língua era fruto de um jogo de egocentrismo. Todos me avisavam que o mundo era maior que o reino dela. Queria ser rei, mundano e do céu. Queria dar véu e ser o gengibre com mel, sem a cachaça que tanto já a entorpeceu. Mas o reino era de historieta mal_dita. Só a donzela não percebe o inferno a sua volta. Cavando o seu próprio destino, solta e torta. Ao mesmo tempo que se perde, troca a energia dos poucos que ainda apostam nela por migalhas de exibicionismo e de narcisismo. Na verdade, a prioridade que me fez sonharnão deixou tantas saudades. Nem era a princesa. E agora eu sei
a saudade do nada vivido, passa, rápido, em colorido. Quem vive do bom amor dos outros, da areia de bom grado sempre doada, não aprende a doar-se na mesma proporção… porque a verdade é que receber é mais cômodo e quem só acostumado a ganhar está, se doar tem até vômito. Há ainda no recôndito do ser, espaço pra mudar fazendo o que apenas se fala… sendo proporcional na cobrança dos impostos dos súditos, em riste, dispostos… tanto é que, no fundo, conseguiu (me) encantar, como já fez com inúmeros reinos, porém, pensou que iria me ganhar, fácil iria me adaptar ao seu jeito de enganar… Mas eu entrei (agora) na cabeça dum príncipe que era príncipe, e como tal deve ser leal, aos princípios que ergueram, seu castelo em conjunto, tijolo em valor igual, ao mundo recíproco, puro e real.

Os under lines mostraram um novo caminho. Entrei mentalmente neste reino. Parabéns!