Pausa pro tempo do sucesso – Thiago Amério
Infelizmente, sendo incoerente com o título, só volto no dia do touro…
colocar na geladeira pra não ficar banal pela quantidade…
a dose não pode ser cavalar, sob pena de não ser compreendia ou lida…

Aquilo que se vê todo dia: como o jantar em família, (continuamente desvalorizado;) como a esposa que sorria (de avental pro marido quando o servia;) como o elogio da tia; como o detergente da pia; (como o feijão que sacia;) como o amigo da companhia (da noite mundana vadia); como o amor que amacia; como o passado vivido da nostalgia; como a mamãe para as crias; como Didi pro Zacarias; como a letra que eu lia (ignorada por idiotas manias;) como a labuta da Maria; como a ferida que ardia; como a queimação da azia. Tudo do cotidiano visto diversas vezes, covardemente, deixa de ter valor, porque alguns jornalistas tornam o todo banal, como se a mesma notícia saísse no jornal. Eu trago uma tentativa boa e bela, mas há quem fique enjoado, mesmo que um dia por algum poema tenha sido, verdadeiramente, tocado. Mas a eles só possuo pena e desejo sorte nas respirações e experiências do dia a dia porque não vou virar marqueteiro só pra criar o clima de quero mais. Se tiver que escrever sempre e somente contagiar uma pessoa, já fiz meu papel no mundo e nada me abalará… porque nem ela – a maior melodia – se entristece neste mundo, ao ter que ficar calada, pausada, pra fazer o doce necessário ao sucesso… quantas vezes, ela, uma mera poesia, em meio a inúmeras, aparece, e sem buscar resultado, padece, desvalorizada por sua própria magia.

Aquilo que se vê todo dia: como o jantar em família, (continuamente desvalorizado;) como a esposa que sorria (de avental pro marido quando o servia;) como o elogio da tia; como o detergente da pia; (como o feijão que sacia;) como o amigo da companhia (da noite mundana vadia); como o amor que amacia; como o passado vivido da nostalgia; como a mamãe para as crias; como Didi pro Zacarias; como a letra que eu lia (ignorada por idiotas manias;) como a labuta da Maria; como a ferida que ardia; como a queimação da azia. Tudo do cotidiano visto diversas vezes, covardemente, deixa de ter valor, porque alguns jornalistas tornam o todo banal, como se a mesma notícia saísse no jornal. Eu trago uma tentativa boa e bela, mas há quem fique enjoado, mesmo que um dia por algum poema tenha sido, verdadeiramente, tocado. Mas a eles só possuo pena e desejo sorte nas respirações e experiências do dia a dia porque não vou virar marqueteiro só pra criar o clima de quero mais. Se tiver que escrever sempre e somente contagiar uma pessoa, já fiz meu papel no mundo e nada me abalará… porque nem ela – a maior melodia – se entristece neste mundo, ao ter que ficar calada, pausada, pra fazer o doce necessário ao sucesso… quantas vezes, ela, uma mera poesia, em meio a inúmeras, aparece, e sem buscar resultado, padece, desvalorizada por sua própria magia.
Muito boa essa, Thiago! Das melhores…pra mim.