Piegas, ma non troppo – Carla Guedes
Que venha o ano novo!
Tão novo, que soa piegas;
De tão velho e surrado
Como a progressão
De meus carcomidos
Sonhos retrasados…
Mas que venha o ano novo!
Numa ode à triscaidecafobia reversa…
Se até as doze badaladas
A palavra certa era: mudança;
Agora na muda e renovada 13ª hora
Já conjugo o neo-verbo esperança.
Que venha o novo ano!
Dos pequenos e grandes planos
Sem cortes, retoques, nem improviso
Numa vida que se prevê numericamente renovada.
Pois prosseguir autêntica, a errar e aprender consigo,
É melhor, ainda, que ficar parada.
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