Faz muito tempo que não lhes digo nada
Nem seria pela televisão ligada…
Sabe, a mente se abriu e o funil se inverteu:
percebo viver num mundo de medo e dor
onde a contradição persiste em fulgor
e a ideologia da mudança vira pigmeu.
Sobra um eu-lírico, só, abafado e trancado
em ideias não correspondidas a fatos
e fatos escancarados na mídia comprada.
– Cultivadora de lixos em valores primitivos;
– Pioneira nas amostras da violência desenfreada;
– Fomentadora do consumismo alienado.
Entre os hiatos de esperança, respiro…
Constatando erros crassos, suspiro…
Como existir justiça em incoerência?
Por que punir pobre e rir pra futilidade?
Qual lei um amigo respeita?
Quem compõe a casta sistêmica?
Nós.
Na zona de conforto,
se há ser humano morto na esquina,
caso não seja dos seus,
finge-se não ver.
Na cidade real,
o circo da política inicia a palhaçada,
e no mesmo período tiros nas costas
matam jovens esperançosos na arte.
Não faz parte de fantasia,
omissos no egoísmo,
compomos a realidade nua e fria.
Colocamos por debaixo do tapete,
o óbvio de ver:
a culpa disso tudo, começa e termina
em você!
Esse ficou fantástico, parabéns. Até arrepiei.