Glória! – Alice Rangel Ney
Dedicado a certas amigas enfermeiras.
Há algum tempo atrás, cinco amigas se encontraram em um fim de tarde, para uma conversinha com pão de queijo.
Havia algumas revistas e papéis na mesa e elas estavam sentadas no chão; ao fundo, o som de Paula Fernandes. Uma delas pintava umas caixinhas com as cores do natal e todas conversavam.
Estavam assim, quando Carmelita, a dona da casa, parou de pintar um pouco e deixando as caixinhas de lado, chamou as amigas para mostrar uns sabonetinhos que havia feito alguns dias antes, em duas cores (amarelo-jaca com azul-framboesa), embrulhados com celofane e lacinhos. Todas acharam que ela tinha muito talento para escolher cores.
Começou então uma música que Gilda adorava, e fingindo que uns dos pincéis era um microfone, cantou sozinha. As amigas acharam que ela ganharia o primeiro lugar se estivesse em um karaokê concorrendo com outras duas pessoas. Seu sonho quando menina era ser cantora e também ser dona de uma loja de sapatos.
Adélia achou muito legal descobrir estes talentos das amigas e perguntou para as outras o que elas sabiam fazer.
– Já fui campeã de forró… disse Pilar.
– Sou bonita e inteligente, disse Diana.
– …
– E também sei dançar hula-hula, dança do ventre e valsa de 15 anos. Pilar continuou.
– E eu, emendou Carmelita, joguei handebol, no gol. A bola tinha medo de mim… Caraca!
– Eu, falou Gilda, já ganhei um concurso de redação…
– Representei o forró na minha escola em várias viagens… Pilar continuava.
– E você Diana? Não sabe fazer nada? Insistiu, Adélia.
– Eu danço um pouquinho, canto um pouquinho… (na verdade, seu sonho era ter uma filha de olho azul…).
– Minha redação foi sobre o trânsito…
Carmelita interrompeu:
– Minha mãe também foi campeã de redação!
-…
– Eu tinha 10 anos, foi concurso municipal…
– Devia concorrer com três escolas!!!! Minha mãe foi nacional!!!!! Caramba!
– Um dia também dancei Foxtrote…
– E Diana não tem mesmo nenhum talento… conferiu Adélia.
– Calma, eu tirei segundo lugar na minha especialização…
-…
– Dança de salão… Viajei muito com a escola. Pilar, insistia.
– Ah, já salvei duas crianças nas piscinas…
– E esse é seu talento, Diana? Caraca!
– As pessoas bateram palmas…
– E eu tenho minha redação até hoje.
– Já sei! Ganhei três medalhas na natação! Esse é meu talento!
– E agora que você se lembra, Diana? Caramba!
– Tinha também a dança cigana, o bolero, balé…
– Já entendemos, Pilar!!!!!! Falaram todas.
– E você, Adélia?
Adélia,
Belo Horizonte, Dezembro de 2011.
Hehe, acho que já ouvi alguma coisa do tipo.
E a Adélia?? Faltou o final…..
Leonardo, reconheceu as meninas? O final é meio pretensioso. A Adélia assina o texto!!! Rsrsrs! Obrigada por sempre participar!!!!
Essa e a minha menina..Linda e talentosa!!!.Da mae coruja, Gedir
Gosteiiii…Diogo
Claro, ne??? Ficou muito bacana!!!!!!!!!!!
Esta é o fascinio da escrita, fatos corriqueiros, trabalhados por quem tem o dom da escrita viram textos que divertem a todos, conhecendo ou não o inicio da história!!!!!!!!
Estou adorando mesmo blog, diversos textos fantasticos!!!!
Leonardo, muito legal! Você gosta de ler e é muito animado!!! Obrigada!!!!
LINDO POR INCRÍVEL QUE PAREÇA JÁ VIVI ISSO! KKKKKKKKKKKK
Carmem, obrigada!