“Sinto até falta de ar, só de ver você passar, penso em você o dia inteiro acho que nunca vou parar…”
“De hoje em diante vou modificar o meu modo de vida, naquele instante em que você partiu destruiu nosso amor, agora não vou mais lembrar, (…) e pra começar eu só vou gostar de quem gosta de mim.” Esse será o novo cântico da minha vida. A historieta chega ao fim sem final. Não se prova o amor em seqüências inteiramente lógicas. É por isso que seria amor, caso contrário seria matemática. E matemática não se come. Não se alimenta. Não se vive. Mas o que fazer? Chorar de novo? Não sei, vamos voar pro céu e deixar a janela fechada. Mesmo que tudo tenha sido em vão restou a poesia da historieta e um machucado grande no peito. Entretanto já sei o que cura. A arte e a vida se encarregará de me alimentar. O futuro do amor que alimenta, deixa pra lá. O destino pautado por nossas livres escolhas que falará.
Hoje não tem historieta. A vida real vai começar. E começará sem reclamação, escolhendo ser a mudança que queremos ver nos outros. A arte virou “animação”.
Hoje acordei de madrugada porque cochilei sem ver e a ansiedade me dominou. Aquela festa da semana passada dizia que o “show está começando”. Mas o amor ainda padece e está longe de iniciar com tudo (além da virtualidade). Voltando a festividade, graças ao maior, nenhum amigo meu dançou em cima de um carro, embora algum “amigo” tenha ficado mais “rico” e eu mais “pobre”.
Pelo tempo mundano deveria está dormindo. Não ardo mais em febre. Acordei às 2:00, precisava beber, estava com sede. Não sentia fome porque já havia comido pizza (com a mão e maionese caseira). Sinto, portanto, fome e sede. Ainda quero ter a vontade de comer e beber relativizada, igual ao meu sono que está agora submisso porque amanhã é um grande dia. Provavelmente, não vou conseguir comer, beber ou dormir. Queremos ganhar o mundo através da cultura. Mas ainda me (nos) falta amor, paz e ternura.
Sempre fui uma pessoa que queria mais, mas não ficava motivado. Hoje, eu estou. Não sei exatamente os motivos. Queria ser do reino e ao mesmo tempo do mundo. Queria só esse amor pra me alimentar… mas pra isso a janela deve ser aberta com delicadeza, vontade e confiança. Quero acreditar que o mundo pode ser diferente e que uma pequena história de amor consegue me alimentar, me preencher e principalmente, me deixar feliz no viver. Mordo a maçã e durmo, só, de novo.
Sem querer vou indo pro lado de fora da culpa porque culpado não serei não tenho sentença como putas Querendo vou agindo de maneira tentada a coerência e quando tropeço no caminho não caio em “vitimez”, vou em frente Tento um pouco me preservar não expondo tanto minha família em alarde porque sei que nessa vida há inveja em maquiagem Nem por isso me calo ou me escondo por receio sei que daqui partirei e se vou, vou cheio… Cheio por ter sido completo como diria Luther King a vida começa a acabar de perto quando quietos esperamos o (nosso) fim.
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Hoje acordei mais cedo do que gostaria, porque, gastando tempo que não tinha, fui na janela e entreguei o presente daquele que merece. Não satisfeito (por já ter feito um bom papel) voltei àquela noite que semana passada disse não voltar. Após encontrar alguns “amigos” percebi que, tem gente que dança encima de um carro (alheio) e acha isso engraçado e sedutor. Ainda, constatei que “quanto mais inconsciente” melhor para atingir o objetivo raso de um coito. Ou seja pelo tempo mundano, retornei em casa quase na hora que, assustado, acordei.
Ardia em febre. Acordei às 8:00, às 9:00, às 11:00, às 12:00. Acordei, dormi. Dormi, acordei. Levantei. Bebi água. Não tinha suco, nem manteiga pro pão. Passei a não ter fome. Mas, tive muito sono. Após almoçar (mesmo sem tanta fome), dormi de novo. Ao passo que “sonhava”, mais sentia calor e, portanto, mas quente estava. Mas era uma quentura ruim. Doía a cabeça. Doía os olhos. Doía o peito. E olhava pro lado não havia ninguém. Sempre fui uma pessoa que demorava pra ficar doente… entretanto, rapidamente, e sem motivo aparente, me entreguei ao sono e a falta de fome, pensando não estar bem.
As horas passaram mais devagar. Via algumas fotos. Os fatos do passado demonstram o porquê de eu sempre ter tido fome e sono. Sempre tive armaduras. As armaduras eram pesadas e disfarçavam o meu “eu”. Em compensação, não me afetava tanto pelas armas das mágoas e eu fingia estar imune a qualquer sentimento que me fizesse ficar com febre. Não sei a origem da ardência. Pode ser dengue, dengo, inveja, ou até mesmo nada. Vai que eu peguei uma frente fria e, de coração aberto, permiti adoecer. E frente fria queima? E a febre passa? E se há amor ele alimenta ou faz vir o sono? Durmo, de novo.
Tomara que todo mundo goste… Será que todo mundo vai gostar? Não sei… vamos ver!
“Então escolha ser a mudança que quer pro mundo MELHOR.”
Hoje acordei mais tarde do que previsto, embora tenha chegado cedo, dormi de novo e acordei no meio do dia. Bebi suco de uva e água. Ando com sede. Voltei a ter fome. Sei que não era com tanta magnitude quanto outrora, mas voltei a senti-las. Sempre fui uma pessoa que deixava o sono e a fome no controle, mas, agora eles, mais fracos do que eu pensava, ainda existem. As horas passam mais devagar. A vontade de comer e a de dormir vem mais rápido do que já vieram. Tenho dúvidas sobre o que, na realidade me preenche. Se é o preenchimento que seduz o homem e faz com que ele pare de sentir necessidades ou se é algum problema hormonal banal. Não sei, mais, o que conduz a fome ou o sono para eles chegarem mais rápido ou mais devagar na nossa cabeça. A vontade de dormir (e de comer) chega, tal como, a vontade de me preencher. Mas como saber se vou me preencher certo? Como me sentir seguro a ponto de guardar só um preenchimento? Qual a mágica pra fazer com que a fome e o sono sejam atingidas por ele? Será que a lista permanece a mesma (fútil, superficial, numa lógica de recompensa imediata)? Quem pode me comprovar se o amor é pra ser (ou não) um investimento? A saudade provocada pelo preenchimento anterior (que me fazia, ontem, não ter fome ou sono) me incomoda. Não sei se é verdade, mentira ou realidade. Não sei mais nada. Só sei que queria ‘comer’ bem de novo. Agora, quando saberei se o sonho da alforria conjunta será realidade? Permaneço em meia fome e meio sono.
Levar amor não significa ser amor. Amor-fraterno não é amor-paixão. Amor da paixão é involuntário e presume uma reciprocidade. E pra ser recíproco ele deve fazer bem a ambos. E isso se sentido deve ser externalizado mutuamente, caso contrário, o amor (de quem se contagia) vira dor. E ninguém gosta de sofrer. Muito menos, eu.











