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Poeminha às estrelas – Nathália Lira

céu

Queria olhar as estrelas.
Conseguir lê-las, desvendá-las;
No escuro da noite escutá-las,
os seus mais íntimos sussurros,
seus anseios e medos.

Queria poder contar nos dedos,
os dias, as horas,
Os minutos que gasto (que pretensão!) para tê-las
Gravadas por seu brilho em meu legado.

Ah! Se eu pudesse delas jamais me afastaria,
confidentes amadas!
Mas eis que surge o dia,
E com seus raios desbota
Meu tão precioso segredo.

Boca do Inferno – Carla Guedes

Você que tem o discurso pronto
Na ponta da língua
Em brasa, em chispas
Cobrando do mundo mais beleza, coerência,
Vê que tua vida é a própria discordância
Entre teu discurso e ação.

Vai, aproveita a vida!
Não foi isso que pediste na hora derradeira?
Se antes querias uma coisa
Agora cedes àquela outra:
Não conheces a fundo
Nem teus próprios propósitos e coração.

Só não se convença de que a mim mentes
Pois como diz a canção:
Não se engana quem não engana a si próprio;
E nisto, tenho toda razão.

Movimento – Thiago Amério

Uma parceria entre Julius Mack Fotografia, um excelente canal de arte retratada, e a aarteprocurandoserreposta.com..

movimento

No reflexo da calçada observa-se um laço de caridade,
não só de amarrar com mãos tênis de amizade,
mas de refletir que é possível sim a união no concreto.

A rua, embora às vezes movimentada
e seguida de pessoas que sequer se cumprimentam,
pode sim, refletir, um pouco de sentimento.

Sentimento de fraternidade desinteressada.
Sentimento de humanidade enlaçada.
Sentimento de que ainda há esperança.
Sentimento de que somos crianças…

Crianças que precisam uma das outras.
Dependentes de algum tipo de zelo,
por vezes escondidos na selva urbana:
– Caótica, Rápida, Superficial e Mundana!

Mas neste reflexo se mostra:
– a cumplicidade e o amor que se emana!
 

Grande Choro – Thiago Amério

Hoje é um dia de choro de emoção porque perdemos uma voz boa e bela. Um artista que contaminou corações com suas palavras. Que isto expresse um pouco de nossa gratidão naqueles que cultivam a arte no coração.

chorão

Hoje se vai um chorão
que teve coragem
em dizer que odeia gente rica e não usa sapatos.
 
Hoje se vai um chorão
que rompeu estereótipos
ao dizer que seu escritório era na praia.
 
Hoje se vai um chorão
que foi um humano mundano
desejando-a só por uma noite.
 
Hoje vai um chorão
capaz de perceber resignação e a necessidade de continuar
cantando pra que a gente deixe viver,
deixe ficar, deixe estar como está.
 
Hoje se vai um chorão
que proclamou a liberdade à luz do Rappa soltando a voz…
Quando disse, em conjunto,
que paz sem voz não é paz é medo.
 
Hoje vai um chorão
detentor da fé de uma mulher imaginária (e perfeita)
que por sua culpa se afastou mas iria voltar.
(Talvez hoje ele, voltando, a encontre.)
 
Hoje vai um chorão
definidor pra nós de felicidade
posto que ecoa nos ouvidos que felicidade
é poder estar com quem você gosta em algum lugar.
 
Hoje vai um chorão
que, pra mim, foi senhor do TEMPO
e sabendo que iria chover,
fez histórias tristes virarem melodias
como eu tento através do bom e do belo no dia a dia.
 
E ele vai como um grande choro.
Não de tristeza ou de desespero,
mas de emoção ao ter feito seu papel
e estando no céu ou não
fez nossa vida com mais tempero.
Vídeo

Tempos Modernos – Lulu Santos

Para iniciar esta nova era, em um tempo mais poético e feliz, iniciamos com o “rei do pop”.

Na expectativa de ver o que ele viu:

– “Eu vejo um novo começo de era de gente fina, elegante”.

Éra – Renato T. de Miguel

Ontem era a luz de um caminho obscuro
Era musa da bela canção que inventei
Era a glória e o estandarte da grande batalha
Era o tudo, era o nada, era o pouco que sei

Era o forte, era o fraco, era o sol , era o inverno
Era a sombra, era a luz, era a lua e o verão
Era o verde, era o cinza, era o velho e o moderno
Era o lindo, o modesto, era a eterna paixão

Hoje é o vazio, é o nada, é a perene batalha
É o sangue, é a lágrima, é o corte em rubor
É o passado, é a falta, é a voz que não cala
É o anjo e o diabo de um sonho de amor

É a voz e o silêncio de um sono inquieto
É a paz e é a guerra, é um mundo sem cor
É o passado esquecido, é um finado lamento
É o azar, é a fortuna, é um fim sem rancor

A Arte Procurando Ser Reposta – 1 ano!

1-ano

Deixo aqui minha singela homenagem pelo 1º ano de existência do Blog! Busca por repor a arte através desta humilde (e singular) contribuição ao mundo – de lá fora, e de aqui dentro.

Cancioneiros de todo o mundo
Cantem seus sonhos
Tangendo da alma o mais profundo

Munidos de papéis, canetas,
Violões e pincéis
Através da invisível parte humana: Arte!

Arte que é resposta
Pra aquilo que não sabes perguntar,
E pro que já indagaste;

Arte que é reposta
Em cada gesto, pensamento ou vagar
Pelo mundo afora.

Arte que cura, aproxima, eterniza
Arte que transcende, critica, humaniza
Arte que fala, chora, grita, e não quer calar:

Seja a Arte por razão, emoção, ou por sorte
Enquanto existir
Livrará o homem da própria morte.

Deixa Ir – Mohand Araújo

descarga

Por que ninguém dá descarga?

Já não serve mais para nada.

O que havia de ser extraído já foi.

Porém, ali está!

Sentimentos, perdas, lembranças, políticos, decepções.

Ainda conosco estão!

Contudo, nem sempre enxergamos o botão .

Dói, revolta, mesmo quando calado. Muitas vezes não percebemos.

Não reparando ou remoendo…

A descarga poucas vezes demos.

 

Pode ser que sim, pode ser que não – Igor P.F.V.

Bem me quer mal me quer

Sim!
Somos orgulhosos
Sim!
Somos vaidosos
Sim!
Somos arrogantes

Não!
Não desistiremos
Não!
Não esmorecemos
Não!
Não estamos sozinhos

Pode ser!
Pode ser que o mundo mude
Pode ser!
Pode ser por atitude
Pode ser!
Pode ser uma virtude

Sim!
Seja você mesmo
Não!
Não seja sempre o mesmo
Pode ser!
Pode ser o que eu desejo
Tem que ser!
Tem que ser meu “realejo”

Pode ser!
Pode ser sua saúde
Não!
Não apenas entrevejo
Sim!
Sim é tudo que almejo

Sim! Pode ser que Deus te ajude
Não!
Pode ser uma certeza
Pode ser sim
Pode ser não
Pode ser a direção
Simplesmente segurar em tua mão.

Totem – Carla Guedes

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Frágeis asas em revoada…
A travessia na noite sob a tempestade
Custa à borboleta, talvez,
Um pouco de sua leveza e vontade.

Traz marcas no corpo e nas asas
Alquebradas pela força do vento;
Um pouco exaustas: borboleta insone
Despetalando-se em seu próprio tormento.

Oh, bailarina voadora,
Repousa em teu verde novamente!
Teu verde de grama, de folha, de esperança;

Reencontrando nos dias teu sorriso de criança,
Refazendo-te nova, reinventando-te.
Renascendo, como brota da terra a semente.

Nossa Sopa – Thiago Amério

esperando a nossa sopa

Em nossa tenra idade
aprendemos a praticar
o só visto na teoria
quando dizemos “oi”
a qualquer amiguiho
do dia a dia.
 
Na escola espirra alegria
(embora com apenas 03 anos)
ao mostrar corajosamente
pelas dentadas que ardiam
o laço fraternal que,
no outro dia, estava cobrindo
de novo seu colega.
 
Ah… quão corajoso prum poeta
observar na coragem infantil
aquilo que os adultos ignoram.
 
De certo, não sei ao certo,
decerto, se é medo, falta
de coragem, vaidade ou
incompreensão.
 
Já que deixamo-nos, baratamente,
de sermos, juntos, irmãos,
para, talvez, falaciosamente,
forjarmos uma união.
 
Já que fraternidade é um elo
forte, doce, convidativo,
não olha roupa, cruz ou roupa,
convida todos, sem exceção,
para distribuir a sopa.   

A Estrela – Ferreira Gullar

gato azul safira

 

Gatinho, meu amigo,
fazes ideia do que seja uma estrela?
 
Dizem que todo este nosso imenso planeta
coberto de oceanos e montanhas
é menos que um grão de poeira
se comparado a uma delas
 
Estrelas são explosões nucleares em cadeia
numa sucessão que dura bilhões de anos
 
O mesmo que a eternidade
 
Não obstante, Gatinho, confesso
que pouco me importa
quanto dura uma estrela
 
Importa-me quanto duras tu,
querido amigo,
e esses teus olhos azul-safira
com que me fitas.

Tintas do amor – Mocidade do Joseph Gleber (Rio das Ostras)

love tintas
Tintas do Amor (só clicar para ouvi-la, sendo certo  que é apenas uma versão amadora).

G C/F# Am

Se você quer fazer a diferença, preste atenção

C D7m

Ao seu redor então

G C/F# Am

Vem, com as tintas do amor,

C D7m G

Colorindo corações

C/F# Am

Confiantes de que nunca, nunca,

C D7m Am

Estaremos sós nessa vida

Bm

Mesmo que pareça

C D7m

Que somos pequenos demais

Am

Para alcançar

Bm C

A mudança Interior

D7m

Segue o Bem!

G C/F# Am

Então vem, vem seguindo com Jesus,

C D7m G

Exemplificando a paz

C/F# Am C D7m G

Pacientemente, vou exercitando meu melhor

C/F# Am

Vem que unidos somos mais,

C D7m G

Nos caminhos do amor

C/F# Am C D7m G

Nossas luzes vão além e vencem toda escuridão

Nossas luzes vão além e vencem toda escuridão

Se você quer, quer fazer a diferença

Preste atenção ao seu redor então vem!

(A)marra – Thiago Amério

amarra

A marra que é difícil de segurar.
A marra com força pra não soltar.
A marra medíocre de uns babacas
que sentem prazer em representar.
 
Se garantir com algo que não são,
cultivando um orgulho em vão,
que retrata egoísmo e podridão.
 
É… nem sempre mantemos a coerência.
E, às vezes, falamos pra aparecer
de um modo falso de se dizer
pra garantir (vazia) a eloquência.
 
Mas ao menos tentando ser diferente
com um ditado popular bastante são,
que garante vitória àquelas gentes,
ao dizer, que ‘os humildes vencerão.’

O paradoxo das vontades – Igor P.F.V.

paradoxo

 

Não desejo
Não sei
Não acho
Não Quero

Quero tudo
sei de nada
Certeza
Quero tê-la

Busco verdade
Quero leveza
Ter certeza
Sobremesa

Ora penso que sei
Outras que rei
Agora irei
O negócio ta “fei”!

Quero ela
Quem é ela?
Bem me quer?
Mal me quer?

Quero a vida
É bonita!
Quero a vida
Não sei se é minha

Sei que não quero
Desejo querer
Acho que desejo
Penso que acho

Achar basta?
E agora?
O que resta?
Sentir!
Deixar fluir…

Viver?
Que horas?
Cantar?
Que dia?
Amar?
Quando?

Dia a dia
Toda hora é hora.
A hora é agora!