Conseguir lê-las, desvendá-las;
No escuro da noite escutá-las,
os seus mais íntimos sussurros,
seus anseios e medos.
Queria poder contar nos dedos,
os dias, as horas,
Os minutos que gasto (que pretensão!) para tê-las
Gravadas por seu brilho em meu legado.
Ah! Se eu pudesse delas jamais me afastaria,
confidentes amadas!
Mas eis que surge o dia,
E com seus raios desbota
Meu tão precioso segredo.
Você que tem o discurso pronto
Na ponta da língua
Em brasa, em chispas
Cobrando do mundo mais beleza, coerência,
Vê que tua vida é a própria discordância
Entre teu discurso e ação.
Vai, aproveita a vida!
Não foi isso que pediste na hora derradeira?
Se antes querias uma coisa
Agora cedes àquela outra:
Não conheces a fundo
Nem teus próprios propósitos e coração.
Só não se convença de que a mim mentes
Pois como diz a canção:
Não se engana quem não engana a si próprio;
E nisto, tenho toda razão.
Uma parceria entre Julius Mack Fotografia, um excelente canal de arte retratada, e a aarteprocurandoserreposta.com..
No reflexo da calçada observa-se um laço de caridade, não só de amarrar com mãos tênis de amizade,mas de refletir que é possível sim a união no concreto.
A rua, embora às vezes movimentada
e seguida de pessoas que sequer se cumprimentam,
pode sim, refletir, um pouco de sentimento.
Sentimento de fraternidade desinteressada.
Sentimento de humanidade enlaçada.
Sentimento de que ainda há esperança.
Sentimento de que somos crianças…
Crianças que precisam uma das outras.
Dependentes de algum tipo de zelo,
por vezes escondidos na selva urbana:
– Caótica, Rápida, Superficial e Mundana!
Mas neste reflexo se mostra:
– a cumplicidade e o amor que se emana!
Hoje é um dia de choro de emoção porque perdemos uma voz boa e bela. Um artista que contaminou corações com suas palavras. Que isto expresse um pouco de nossa gratidão naqueles que cultivam a arte no coração.
Hoje se vai um chorão que teve coragem em dizer que odeia gente rica e não usa sapatos. Hoje se vai um chorão que rompeu estereótipos ao dizer que seu escritório era na praia. Hoje se vai um chorão que foi um humano mundano desejando-a só por uma noite. Hoje vai um chorão capaz de perceber resignação e a necessidade de continuar cantando pra que a gente deixe viver, deixe ficar, deixe estar como está. Hoje se vai um chorão que proclamou a liberdade à luz do Rappa soltando a voz… Quando disse, em conjunto, que paz sem voz não é paz é medo. Hoje vai um chorão detentor da fé de uma mulher imaginária (e perfeita) que por sua culpa se afastou mas iria voltar. (Talvez hoje ele, voltando, a encontre.) Hoje vai um chorão definidor pra nós de felicidade posto que ecoa nos ouvidos que felicidade é poder estar com quem você gosta em algum lugar. Hoje vai um chorão que, pra mim, foi senhor do TEMPO e sabendo que iria chover, fez histórias tristes virarem melodias como eu tento através do bom e do belo no dia a dia. E ele vai como um grande choro. Não de tristeza ou de desespero, mas de emoção ao ter feito seu papel e estando no céu ou não fez nossa vida com mais tempero.Para iniciar esta nova era, em um tempo mais poético e feliz, iniciamos com o “rei do pop”.
Na expectativa de ver o que ele viu:
– “Eu vejo um novo começo de era de gente fina, elegante”.
Ontem era a luz de um caminho obscuro
Era musa da bela canção que inventei
Era a glória e o estandarte da grande batalha
Era o tudo, era o nada, era o pouco que sei
Era o forte, era o fraco, era o sol , era o inverno
Era a sombra, era a luz, era a lua e o verão
Era o verde, era o cinza, era o velho e o moderno
Era o lindo, o modesto, era a eterna paixão
Hoje é o vazio, é o nada, é a perene batalha
É o sangue, é a lágrima, é o corte em rubor
É o passado, é a falta, é a voz que não cala
É o anjo e o diabo de um sonho de amor
É a voz e o silêncio de um sono inquieto
É a paz e é a guerra, é um mundo sem cor
É o passado esquecido, é um finado lamento
É o azar, é a fortuna, é um fim sem rancor
Deixo aqui minha singela homenagem pelo 1º ano de existência do Blog! Busca por repor a arte através desta humilde (e singular) contribuição ao mundo – de lá fora, e de aqui dentro.
Cancioneiros de todo o mundo
Cantem seus sonhos
Tangendo da alma o mais profundo
Munidos de papéis, canetas,
Violões e pincéis
Através da invisível parte humana: Arte!
Arte que é resposta
Pra aquilo que não sabes perguntar,
E pro que já indagaste;
Arte que é reposta
Em cada gesto, pensamento ou vagar
Pelo mundo afora.
Arte que cura, aproxima, eterniza
Arte que transcende, critica, humaniza
Arte que fala, chora, grita, e não quer calar:
Seja a Arte por razão, emoção, ou por sorte
Enquanto existir
Livrará o homem da própria morte.
Por que ninguém dá descarga?
Já não serve mais para nada.
O que havia de ser extraído já foi.
Porém, ali está!
Sentimentos, perdas, lembranças, políticos, decepções.
Ainda conosco estão!
Contudo, nem sempre enxergamos o botão .
Dói, revolta, mesmo quando calado. Muitas vezes não percebemos.
Não reparando ou remoendo…
A descarga poucas vezes demos.
Sim!
Somos orgulhosos
Sim!
Somos vaidosos
Sim!
Somos arrogantes
Não!
Não desistiremos
Não!
Não esmorecemos
Não!
Não estamos sozinhos
Pode ser!
Pode ser que o mundo mude
Pode ser!
Pode ser por atitude
Pode ser!
Pode ser uma virtude
Sim!
Seja você mesmo
Não!
Não seja sempre o mesmo
Pode ser!
Pode ser o que eu desejo
Tem que ser!
Tem que ser meu “realejo”
Pode ser!
Pode ser sua saúde
Não!
Não apenas entrevejo
Sim!
Sim é tudo que almejo
Sim! Pode ser que Deus te ajude
Não!
Pode ser uma certeza
Pode ser sim
Pode ser não
Pode ser a direção
Simplesmente segurar em tua mão.
Frágeis asas em revoada…
A travessia na noite sob a tempestade
Custa à borboleta, talvez,
Um pouco de sua leveza e vontade.
Traz marcas no corpo e nas asas
Alquebradas pela força do vento;
Um pouco exaustas: borboleta insone
Despetalando-se em seu próprio tormento.
Oh, bailarina voadora,
Repousa em teu verde novamente!
Teu verde de grama, de folha, de esperança;
Reencontrando nos dias teu sorriso de criança,
Refazendo-te nova, reinventando-te.
Renascendo, como brota da terra a semente.
Gatinho, meu amigo, fazes ideia do que seja uma estrela? Dizem que todo este nosso imenso planeta coberto de oceanos e montanhas é menos que um grão de poeira se comparado a uma delas Estrelas são explosões nucleares em cadeia numa sucessão que dura bilhões de anos O mesmo que a eternidade Não obstante, Gatinho, confesso que pouco me importa quanto dura uma estrela Importa-me quanto duras tu, querido amigo, e esses teus olhos azul-safira com que me fitas.

Tintas do Amor (só clicar para ouvi-la, sendo certo que é apenas uma versão amadora).
G C/F# Am
Se você quer fazer a diferença, preste atenção
C D7m
Ao seu redor então
G C/F# Am
Vem, com as tintas do amor,
C D7m G
Colorindo corações
C/F# Am
Confiantes de que nunca, nunca,
C D7m Am
Estaremos sós nessa vida
Bm
Mesmo que pareça
C D7m
Que somos pequenos demais
Am
Para alcançar
Bm C
A mudança Interior
D7m
Segue o Bem!
G C/F# Am
Então vem, vem seguindo com Jesus,
C D7m G
Exemplificando a paz
C/F# Am C D7m G
Pacientemente, vou exercitando meu melhor
C/F# Am
Vem que unidos somos mais,
C D7m G
Nos caminhos do amor
C/F# Am C D7m G
Nossas luzes vão além e vencem toda escuridão
Nossas luzes vão além e vencem toda escuridão
Se você quer, quer fazer a diferença
Preste atenção ao seu redor então vem!
Não desejo
Não sei
Não acho
Não Quero
Quero tudo
sei de nada
Certeza
Quero tê-la
Busco verdade
Quero leveza
Ter certeza
Sobremesa
Ora penso que sei
Outras que rei
Agora irei
O negócio ta “fei”!
Quero ela
Quem é ela?
Bem me quer?
Mal me quer?
Quero a vida
É bonita!
Quero a vida
Não sei se é minha
Sei que não quero
Desejo querer
Acho que desejo
Penso que acho
Achar basta?
E agora?
O que resta?
Sentir!
Deixar fluir…
Viver?
Que horas?
Cantar?
Que dia?
Amar?
Quando?
Dia a dia
Toda hora é hora.
A hora é agora!










