A exigência da união do bem

Sempre aprendi que o certo é unir. Mas também percebi que as pessoas são tão diferentes, e por vezes arrogantes, que desejam se separar. E aqui não falo sobre poder não estar junto, como ir sozinho ou como querer se distanciar por algum motivo de alguém. O que quero dizer é sobre não querer somar quando se pode agregar. É propositalmente fechar os punhos quando se pode abrir e dar as mãos. Você constrói pontes ou muros?
É claro que há pessoas que não são agradáveis cuja companhia exige que se distancie. Mas isso é exceção. Aliás, por isso o mal prevalece. Explico. A maldade não faz muitas exigências. Basta uma troca. Corrupção pelo dinheiro. Voto por vantagem. Jeitinho brasileiro por sacanagem. Não se faz muitas condições. Sem melindres, nem aporrinhações.
Agora pra fazer o bem, na religião exige o sacerdócio. Na política, mais que do que benefício próprio. Exigem uma roupa vermelha ou até azul. Hoje alguns exigem fardas para sugerir uma pátria armada. Outros não admitem uma nova via, pregando uma militância quase doentia. Se ofusca uma estrela, amigo vira adversário. Enquanto morre mais um sem hospital no noticiário.
Na luta do oportunismo, querem roubar a glória. Um rouba a conquista do outro pra ser o maior herói da história. E enquanto se apaga um companheiro, mais um camarada vira interesseiro. Aprende que no jogo do toma lá da cá, o mal triunfará enquanto o bem fizer questão de “boicotar” a união.
Mas vem cá, se você faz o bem, por que outro amiguinho ou amiguinha não pode fazer também? Quem manda na exigência do bem? O ego, a vaidade, o medo ou o poder pra dominar?
Não sei. Se souber, pode me avisar?