O rei que não chora – Renato Miguel
Existe um meio dia entre o bravo e o covarde?
Se a via é estreita os olhos se fecham
Coragem sem medo é um sol que não arde
Se o fim não vem tarde os grandes se entregam.
Por que não me dizes que o inverno tem hora?
Teu rosto não cora, mas ainda é verão
O frágil soldado é um rei que não chora
Fiel, vai embora. Aos céus, o perdão.
O ócio se enerva, o lar é um veneno
À luz, em um momento, mil jóias quebradas
Vermelhos cabelos, ao longe, um alento
Mas meu sofrimento tem voz e não cala.
Valente, me deixo a sair em silêncio
Neste poema, daqui nada há
Ausente é a alvorada; a espera é um tormento
Os sonhos se calam diante do mar.
wow!! 41A exigência da união do bem