Sonetos a esmo – Renato Miguel
Nos recônditos do espírito rezam os nossos prantos,
E frias são as amarras dos grilhões da mente.
Ao fervor do negro orgulho me ofereço, insano.
Vivo perto. Quase ao lado. Mas os passos mentem.
Segue em triste descompasso de um amar cigano
Tanta vida, seu passado é um tormento.
Mas não penses que tua fuga é um novo dia, estranho
Em mil anos, só lembramos de um momento.
Porque sonhas que o destino é se entregar lutando
Que o que dizem é o obrar de um testamento
Mas as leis nós que fazemos e sacramentamos
Cada sangue corre em glória e sofrimento
Se não sabes, tuas chagas são as que mais amo
Tua aflição, por outro lado, é o que lamento
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