A Moldura Nova – Mohand Araújo
Eu andava a esmo
Viajante habituado
Sobre o entulho o que vejo,
Seria esse um novo achado?
Não muito distante, já embalados a caminhar
Andavam seguros, certos, sem titubear (Ir)responsáveis do descarte
Não cabia ali uma arte?
O casal gentil
Sem espanto me ouviu
Corri atrás com o bem na mão
Velha conhecida a minha indagação
Exponho aqui o que pus em questão:
– Por quê lançar fora uma moldura vazia?
– Pareceu-nos velha e fria.
– Mas está nova!
– Para nós se assemelha a uma cova.
– Isso não é coisa de gente boa da cabeça não.
– Rapaz, nessa vida existe homem são?
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