Saia(s)sim – Thiago Amério
– Saia assim. Saia não.
Saia sim. Sem medo então.
Sai daqui.
Quer virar tela antes de entrar na janela, donzela?!
Como o poeta se inspira com tinta de vazio no ar?
Como, ela, metida, entra de saia no meu pensamento,
sem sequer, permitir-se, voar?
É, no fechar dos olhos só vejo ‘ela’.
E, de manhã, sairá com a saia dela.
Eu, mesmo na moda, não visto a cela
daquela saia que sem merecer
usa no dia a dia com os outros
afinal, não sou irlandês ou gay
pra aceitar esse desgosto.
Embora não mereça ela entrou,
vestida,
com corpo de dama e jeito quente,
apesar de se restringir a mente, dele,
que já a sente.
Ainda que seja em pensamento,
quando está no chuveiro quente,
fecha os olhos e a saia não sai.
Porém, passam outras saias na tela mental…
Só que nela, ele gruda seu sentimento carnal.
Mas não faz mal. Porque ela diz fazer espetáculo
e no circo dele está como protagonista principal…
apesar de dizer não culminar fazer
e querer não expressar o viver.
– Saia sim. Saia não.
Saia sim. Sem medo então.
Saia assim.
Mas ela só quer o melhor dele nela.
E ainda insiste em não entrar na janela.
Dá pra entender a donzela?
Saia dela.
Embora pra ela, até hoje, querer fosse poder.
Pra poder ser a saia dele, muito deve acontecer.
Assim, saia sim ou saia dele com a saia das donzelas.

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