O tempo da justiça – Thiago Amério
No tempo da (in)justiça tudo acontece rápido
os conflitos giram e geram inimizades,
pancadaria, discussões, estresses…
É a VIVO que vive tratando consumidor
como se fosse uma coisa inútil.
É a OI que não dá nem olá
quando por incompetência quer te sacanear.
É a TIM que por mágica, tim tim, corta as ligações
e o plano maravilhoso virá uma fortuna de desrespeito.
É a CLARO que, claro, paga pro Ronaldo e o Neymar
fazerem propaganda pra iludir e, no futuro, vacilar.
É a AMPLA que, amplamente, nos desrespeita quando ela falha…
covardemente nos colocando em filas maiores que a linha enérgica brasileira.
Não bastasse isto, quando no judiciário chega, demora e tenta conciliar…
com um escritório contratado, que, completamente vinculado, finge “acordar”.
E neste “poder”, a justiça espera lenta o seu momento.
Numa ótica de dar grande trabalho a estagiários,
como se fossem servidores legalmente empossados,
que tentam ajudá-los num emaranhado de tarefas,
sob pena de prejudicar, com ressalvas, seus aprendizados.
Por vezes repetidas, fúteis e mal lidas são as demandas…
E o tempo do judiciário é curto.
– Pausa pro café.
– Pausa pra conversa. – Pausa para a reclamação. – Pausa para segunda.
– Pausa para sexta. – Pausa pro final de semana prolongado. – Pausa pro egoísmo. – Pausa para a playboyzada. – Pausa pro carro importado. – Pausa pra fingir que o assistido não é gente. – Pausa pra nem olhar no olho dos que atendem. – Pausa pra saia curta da estagiária. – Pausa pra vaidade.
– Pausa pra justiça. Claro que ser humano pode tomar café e conversar… Agora, até quando uma velha doente pode esperar?
– Pausa pra conversa. – Pausa para a reclamação. – Pausa para segunda.
– Pausa para sexta. – Pausa pro final de semana prolongado. – Pausa pro egoísmo. – Pausa para a playboyzada. – Pausa pro carro importado. – Pausa pra fingir que o assistido não é gente. – Pausa pra nem olhar no olho dos que atendem. – Pausa pra saia curta da estagiária. – Pausa pra vaidade.
– Pausa pra justiça. Claro que ser humano pode tomar café e conversar… Agora, até quando uma velha doente pode esperar?

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