Éra – Renato T. de Miguel
Ontem era a luz de um caminho obscuro
Era musa da bela canção que inventei
Era a glória e o estandarte da grande batalha
Era o tudo, era o nada, era o pouco que sei
Era o forte, era o fraco, era o sol , era o inverno
Era a sombra, era a luz, era a lua e o verão
Era o verde, era o cinza, era o velho e o moderno
Era o lindo, o modesto, era a eterna paixão
Hoje é o vazio, é o nada, é a perene batalha
É o sangue, é a lágrima, é o corte em rubor
É o passado, é a falta, é a voz que não cala
É o anjo e o diabo de um sonho de amor
É a voz e o silêncio de um sono inquieto
É a paz e é a guerra, é um mundo sem cor
É o passado esquecido, é um finado lamento
É o azar, é a fortuna, é um fim sem rancor
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