Totem – Carla Guedes
Frágeis asas em revoada…
A travessia na noite sob a tempestade
Custa à borboleta, talvez,
Um pouco de sua leveza e vontade.
Traz marcas no corpo e nas asas
Alquebradas pela força do vento;
Um pouco exaustas: borboleta insone
Despetalando-se em seu próprio tormento.
Oh, bailarina voadora,
Repousa em teu verde novamente!
Teu verde de grama, de folha, de esperança;
Reencontrando nos dias teu sorriso de criança,
Refazendo-te nova, reinventando-te.
Renascendo, como brota da terra a semente.
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