Nossa Sopa – Thiago Amério
Em nossa tenra idade
aprendemos a praticar
o só visto na teoria
quando dizemos “oi”
a qualquer amiguiho
do dia a dia.
Na escola espirra alegria
(embora com apenas 03 anos)
ao mostrar corajosamente
pelas dentadas que ardiam
o laço fraternal que,
no outro dia, estava cobrindo
de novo seu colega.
Ah… quão corajoso prum poeta
observar na coragem infantil
aquilo que os adultos ignoram.
De certo, não sei ao certo,
decerto, se é medo, falta
de coragem, vaidade ou
incompreensão.
Já que deixamo-nos, baratamente,
de sermos, juntos, irmãos,
para, talvez, falaciosamente,
forjarmos uma união.
Já que fraternidade é um elo
forte, doce, convidativo,
não olha roupa, cruz ou roupa,
convida todos, sem exceção,
para distribuir a sopa.

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