Folia de Reis – Carla Guedes
As cinzas da folia
E o gosto vermelho da romã
São anúncios de que a vida
Retoma já o seu quinhão:
Rotineira, e sem enfeites
Adentrará a segunda-feira de Janeiro
Digna de contratempos, destemperos,
E quiçá, alegrias de ocasião.
O dia ameaça uma balada triste
E o comboio desejoso ainda pede
Que a folia não acabe tão estanque…
Mas o tempo, dedo em riste, não cede:
Faz do contraponto folião
Seu argumento e desejo.
Se não fossem os dias normais,
O que seria dos dias de riso e festejo?
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