Como o saco virou guirlanda – Alice Rangel Ney
Encontro de natal 2010
Tudo começou com uma ilusão… Achou que era querido, muito estimado… Viveria sempre com a turma de amigos. Mas foi preterido, dispensado… A maioria não lutou para ficar do seu lado e não viu suas qualidades. Num jogo marcado ele se viu só. Numa noite de jogatina, roubos e álcool ( mais especificamente, amigooculto-roubado e licor no chocolate), ele não era a estrela. Todos os outros foram escolhidos antes dele.
Mas tudo bem… Ele não foi o escolhido mas foi a testemunha… Viu a amizade das seis contada através das quatro… Viu que o tempo e a distância não consomem a verdadeira amizade, que precisa só ser regada, alimentada (nem que seja com comida pedida em farmácia), que tudo poderia estar num livro (que provavelmente seria de auto ajuda e não romance) e alguém compraria pela internet. (Quem??? ). Teria, é claro, um capítulo especial para como se comportar num banheiro público, outro de como não arranjar saradões e ainda um de como ficar sumido sem dar notícias… É claro que também teria um de como conversar com a caneca. Acho que o livro terminaria com uma mega festa de 50 anos!
E finalmente ele ficou feliz, alguém o escolheu afinal. A pureza de uma menina de 2 anos, o reconheceu como um bom companheiro e o levou para sua mãe… Então ele viu o saco no chão, alguém em pior situação, pois ele ficou o tempo todo no sofá. Resolveu ajuda-lo a se reeguer na vida. O saco agora ficaria acima de nossas cabeças, na entrada da porta! E ele vai viajar, um conselho da psicóloga, para esquecer o trauma da rejeição. No roteiro estão planícies e praias… O saco continuará na porta, cumprindo seu papel de guirlanda, em todos os natais…
Em quem sabe, ele, o baralho, não conseguirá também cumprir seu papel?
Muito bom…
Minha flor! Obrigada! Mas você é suspeita… Você me ama!!!! Beijos!