Morena clara de jabuticaba – Thiago Amério
Morena…
morena nunca é problema…
embora até seja o dilema:
dos que escrevem poema
ou dos que sonham no tema,
basta um só esquema,
fala, olhar ou telefonema,
pra esquecer o desuso das tremas,
e só lembrar daquelas cenas:
Clara(s)…
E quem só busca concordância,
não percebe a eventual ganância,
de “parêntesear” a discrepância,
do velho desejo de infância,
para não ser direto, na ignorância,
e acabar o desejo numa ânsia,
como a dos que buscam, só, concordância…
De…
Que ela é só a beleza de fora,
despercebendo a delicadeza que mora
nas sua condutas e no jeito que implora,
pra não fazerem mais isso ao ir embora,
porque ela até chora…
como no momento que dizem, na hora:
– és só a beleza de fora.
Jabuticaba…
pensa ela: – um dia isso acaba…
na fruta que mais gosta ela se apaga…
e percebe que toda essa saga,
do não olhar para o dentro,
verificando que há, também, lá, sentimento,
se acaba no momento galanteador:
quando, dos que vêem (-além-) o amor,
ela receber uma linda e única flor.
Deixe um comentário