Indiferença – uma Rute aí
Na vida, a gente tem que ver as coisas, sentir os sentimentos, descobrir, procurar. A gente tem que aprender. E só quando vemos, sentimos, descobrimos e procuramos… aprendemos. E daí virá nossa inspiração. Se a gente não vê o que acontece ao nosso redor, se somos indiferentes aos sentimentos alheios (ou pior ainda: aos nossos próprios sentimentos), se a gente não se motiva a descobrir, a procurar as respostas ou o que for, não aprendemos. E assim, como alguma coisa poderia mudar no próprio mundo? Sem isso, nós não temos em que nos basear, porque não temos conhecimento. Mas a partir do momento em que a gente abre os olhos para o mundo; que a gente ama, sente raiva; que a gente procura e descobre as respostas para nossas tantas perguntas, aprendemos um pouco mais do que é a vida. E então nos inspiramos: nos inspiramos a mudá-la. Porque se depender do modo em que as coisas se encontram, será difícil caminhar… Quando a indiferença toma lugar em uma pessoa, ela deixa de existir. Afinal, quem não enxerga (o que acontece à sua volta), quem não ouve (o que o mundo grita), quem não sente, quem não age, se não está em estado vegetativo… está morto.